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sábado, 18 de maio de 2013

RAZÃO DA MESMICE


           Muitas são as vezes que não conseguimos nos livrar de alguns hábitos ou de algumas situações, mesmo não estando satisfeito, tendo a sensação de que algo nos prende, não deixando-nos fazer o movimento de mudança. Isso ocorre porque os nossos hábitos acabam criando trilhas mentais difíceis de serem modificadas, fazendo com que trilhemos sempre o mesmo caminho.

       Mantermo-nos na zona de conforto em que nos encontramos é muito melhor do que ter que tomar uma atitude e buscar algo novo. O novo sempre nos gera ansiedade, por ser algo desconhecido, que não dominamos. Portanto, não temos como controlar, provocando-nos um desconforto e, muitas vezes, gerando-nos medo.

            Sabe-se que frente à mesmice, teremos sempre os mesmos resultados, se esses não estão nos satisfazendo, o melhor a fazer é criar novas trilhas mentais, a fim de obtermos resultados que nos gratifiquem.

            Não são poucas as pessoas que tem dificuldade de fazer o movimento de mudança, por ser um processo lento, não é muito fácil, pois temos que estar vigilantes o tempo todo, para não cairmos na tentação de continuarmos na condição que estamos.

          Mudar é um desafio que exige vontade, disciplina, paciência, tolerância e muita persistência. A partir do momento que tomamos consciência da necessidade de sair da mesmice e resolvemos mudar, a fim de construir novos paradigmas para nossa vida, temos cinquenta por cento de chance de conseguir, porque se trata de questões comportamentais.

        Sendo assim, vale a pena tentar, porque fazer sempre a mesma coisa, reclamar dos mesmos problemas só desgasta a pessoa que se encontra nessa situação, visto o alto nível de frustração que terá que lidar.  Sempre é tempo de fazer mudanças em nossa vida, basta querer.
            

SARAU CULTURAL


quinta-feira, 16 de maio de 2013

SER RESILIENTE É QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA PROFISSIONAL


Qual o seu comportamento frente a uma situação difícil ou adversa?
Existem pessoas que quando estão frente a situações desconfortáveis conseguem rapidamente ajustar o seu procedimento e até se beneficiar com estes acontecimentos, estas pessoas são resilientes.
O termo resiliência veio da física para designar a capacidade que alguns materiais têm de absorver impactos e retornar à forma original.
Quando falamos do comportamento humano, significa a habilidade de superar situações adversas, transformando experiências negativas em aprendizado e até em mudança de comportamento.
Os profissionais que almejam o reconhecimento em suas carreiras devem adquirir a habilidade de não perderem o controle emocional em situação de muita pressão, competição, estresse, conflitos e outras situações adversas.
O cenário que este século nos apresenta exige que os profissionais sejam resilientes e que tenham perfeito domínio de suas emoções através do desenvolvimento da Inteligência Emocional.
Para que você conviva com grandes desafios, apresento algumas dicas para melhorar a sua resiliência:
· Reconheça suas emoções no momento presente
· Entenda este momento frente a um maior período de tempo
· Foque na solução e não no problema
· Aprenda a valorizar as suas escolhas
· Não associe quem você realmente é do que você faz
· Analise o problema de forma holística
· Antecipe-se sempre aos problemas, seja também proativo frente as circunstancias
· Procure conduzir para não ser conduzido
· Invista em seus relacionamentos interpessoais
· Seja criativo e inovador

Texto de Cleyson Dellcorso




HOJE É DIA DE JOÃO GARCIA

Hoje é dia de me encontrar com o João Garcia, às 10h, na rádio Bandeirantes, onde falaremos como funciona o cérebro do endividado. Não percam!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

CONHEÇA ALGUMAS DAS NOVAS DOENÇAS DA BÍBLIA PSIQUIÁTRICA



Acumulação compulsiva de objetos ou episódios de descontrole comportamental em adolescentes são exemplos de sintomas de novos transtornos mentais.


Da BBC Mesmo em luto, pacientes receberão diagnóstico de
depressão após apenas duas semanas (Foto: PA/BBC)

Diversas atitudes e sentimentos até agora considerados normais passarão a ser classificados como doença mental pela nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, ou DSM-5, na sigla em inglês), conhecido como a "Bíblia da psiquiatria", que será lançada neste fim de semana pela Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association, ou APA, na sigla em inglês).

Usados por médicos do mundo todo, inclusive do Brasil, o DSM traz uma lista de sintomas relacionado a cada doença e estabelece quantos são necessários para que um paciente seja diagnosticado com determinado transtorno mental.

Segundo críticos, a nova edição reduz o número de sintomas para o diagnóstico de alguns transtornos, além de ampliar o número de doenças, o que aumentaria os diagnósticos e, consequentemente, o uso de medicamentos e o mercado para a indústria farmacêutica.

Enquanto algumas alterações no manual - que está em sua quinta edição, a primeira desde 1994 - têm sido recebidas de maneira positiva, ou pelo menos indiferente, muitas vêm provocando críticas e discussões exaltadas.

Uma das mudanças mais polêmicas está relacionada ao diagnóstico de depressão. Na edição anterior do DSM, pacientes que estavam em luto eram excluídos do diagnóstico, mesmo que apresentassem os sintomas, a não ser que o comportamento persistisse por mais de dois meses. Agora, após duas semanas, mesmo em luto, o paciente poderá receber diagnóstico de depressão.

Outra alteração controversa diz respeito aos critérios para o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
saiba mais
O número de sintomas permanece o mesmo. São 18, divididos em dois grupos - falta de atenção e hiperatividade/impulsividade -, e é preciso apresentar pelo menos seis sintomas em um dos grupos para receber o diagnóstico. No entanto, a idade para o surgimento dos sintomas, que era de até sete anos, passou a ser de até 12.

No caso da Síndrome de Asperger, a crítica é pelo fato de a doença ter sido transformada em um subtipo de autismo, incluída em uma nova categoria chamada de Transtorno do Espectro Autista.

Ao longo de sua trajetória, o DSM já foi alvo de muitas polêmicas. Até a década de 1970, por exemplo, o manual classificava a homossexualidade como doença.

Veja abaixo algumas das novas doenças classificadas pelo DSM-5:


Compulsão alimentar
O Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, no qual a pessoa devora quantidades excessivas de comida descontroladamente e em um período delimitado, de até duas horas, passará a ser considerado uma doença mental. Pessoas que registrarem esse tipo de comportamento pelo menos uma vez por semana durante três meses poderão ser diagnosticadas com a doença.

A compulsão alimentar já aparecia no apêndice da edição anterior do DSM, o que indicava a necessidade de pesquisas adicionais antes de definir o problema como uma doença. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, após extensas pesquisas, os resultados sustentam "a validade e a utilidade clínica" de definir o transtorno como uma nova doença.

Distúrbio de Hoarding


A acumulação compulsiva - e a incapacidade de se desfazer - de objetos, inclusive lixo, conhecida como "hoarding" em inglês, era até agora considerada um sintoma do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

A nova edição do DSM define esse tipo de comportamento como uma doença separada, caracterizada pela "dificuldade persistente de se desfazer ou se separar de suas posses, independentemente de seu valor real".


Provocar escoriação da pele
Esse transtorno, chamado de "skin-picking" em inglês, consiste em cutucar a pele constantemente, o que resulta em ferimentos. A nova doença foi incluída no capítulo sobre transtornos obsessivos-compulsivos e doenças relacionadas.



Transtorno Disfórico Pré-Menstrual
Considerado uma forma mais grave de TPM (Tensão Pré-Menstrual), o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual figurava no apêndice da edição anterior do DSM, indicando a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. No DSM-5, é classificado como uma doença mental, com base em "sólidas evidências científicas", segundo a Associação Americana de Psiquiatria.

Os sintomas da doença incluem tensão, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, raiva, tristeza, letargia, mudanças no apetite e insônia, entre outros, manifestados nas duas últimas semanas do ciclo menstrual, durante a maioria dos ciclos menstruais do último ano.


Transtorno disruptivo de desregulação do humor
Crianças ou adolescentes de até 18 anos de idade que apresentam 'irritabilidade persistente e episódios frequentes de extremo descontrole comportamental' em um período de pelo menos três vezes por semana, ao longo de um ano, poderão ser diagnosticadas com esta nova doença.

A Associação Americana de Psiquiatria diz que decidiu incluir o novo diagnóstico no DSM-5 em resposta aos temores sobre a possibilidade de um excesso de diagnósticos e tratamento de transtorno bipolar em crianças - é cada vez maior o número de crianças diagnosticadas com transtorno bipolar nos EUA.
A criação desse novo diagnóstico alternativo teria o objetivo de evitar esse número crescente de crianças sendo medicadas para transtorno bipolar, às vezes com base em um diagnóstico errado. No entanto, a decisão vem cercada de muita polêmica.
"Meu temor é que crianças normais com ataques de birra sejam diagnosticadas equivocadamente e recebam medicação inapropriada", diz o psiquiatra Allen Frances, que comandou a força-tarefa responsável pela quarta edição do DSM.
Professor emérito da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Frances é um dos maiores críticos do DSM-5. "O DSM-5 corre o risco de tornar uma situação que já é ruim muito pior", escreveu Frances em seu blog no portal de notícias "The Huffington Post".

terça-feira, 14 de maio de 2013

ENTENDENDO A MEMÓRIA


                 Nos últimos anos percebe-se muito a preocupação que as pessoas têm em relação à memória e na medida em que vão esquecendo algumas coisas logo vão dizendo que estão com Alzheimer, em tom de brincadeira, mas no fundo, existe o medo de estarem começando algum tipo de alteração na memória. Não sabem que o fato de esquecer está relacionado, muitas vezes, as questões de atenção.

       Memória são aquisição, formação, conservação e evocação de informações, sendo que a aquisição de informações também é conhecida por aprendizado ou aprendizagem e só gravamos aquilo que aprendemos, portanto, os conteúdos que temos em nossa memória foram apreendidos. Já a evocação é chamada de recordação, lembrança, recuperação, é bom lembrar que só lembramos daquilo que aprendemos e que gravamos, geralmente são coisas que tem um significado para nós.

            Não temos como lembrar algo que não aprendemos e muito menos comunicarmos algo que desconhecemos, não existe nenhuma magia           nisso, se lembramos ou se comunicamos é porque já tivemos algum contato e está registrado em algum canto da nossa memória.

            Segundo os neurocientistas, os acervos que temos em nossa memória é que faz com que cada um de nós seja aquilo que é, e nos torne indivíduos. Traduzindo para a linguagem psicanalítica, são os registros que temos em nosso inconsciente que nos fazem diferentes e que nos tornam indivíduos, não permitindo que haja duas pessoas iguais. Podem ter histórias parecidas, mas as vivências, as percepções e os sentimentos sempre serão diferentes, tornando-as  únicas. Cada um é o que é porque se lembra de coisas que lhe são próprias e exclusivas, não pertencendo a mais ninguém.

            Os esquecimentos muitas vezes são provocados por nós mesmos, pois não queremos lembrar alguns acontecimentos que foram desconfortáveis, como por exemplo, situações de conflito, de humilhações, brigas, ofensas, etc. Nesses casos, podemos dizer que o nosso cérebro lembra quais as memórias que precisam ser esquecidas, evitando que venhamos a lembrar. Se fizermos um link com a psicanálise, diremos que a cortina da repressão impede que lembremos tais situações.

            Sendo assim, nem sempre o não lembrar é caso para se preocupar, pode ser falta de atenção ou até mesmo uma forma de proteger a pessoa de um sofrimento desnecessário. Importante lembrar que atenção e memória caminham junto, por isso, não deposite só na memória a causa dos seus esquecimentos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

UM GESTO SIMPLES PODE SER UM CONVITE A PENSAR


            Ontem fui até o supermercado e transitando lá por dentro, me deparo com um homem com roupas surradas e sujas, barbudo, unhas cumpridas, contando as moedas para ver se conseguia comprar um sanduiche. A figura dele me chamou atenção, pois deveria ter sido, quando mais jovem, um homem bonito, seu rosto demonstrava isso. Fiquei pensando como deveria ser a sua história, o que o teria levado a morar na rua. Enquanto fazia as minhas compras, meu pensamento foi “viajando” em relação aquele homem, várias foram as hipóteses surgidas. Percebi que algo tinha me batido diferente, mas não conseguia entender o que era.

            Fiz as compras que precisava e sai. Quando dobro a esquina para seguir o meu caminho, de novo vejo aquele homem, mas agora ajoelhado na calçada com o sanduiche na mão. Ao retirá-lo da embalagem, o ergueu ao céu e disse em voz alta: “obrigada Deus por me dar esse baita alimento”, baixou as mãos e começou a comer.

            Claro que quando o vi ajoelhado e erguendo o seu alimento, diminui o passo para ver o que iria fazer e ao ouvi-lo me emocionei, pois quantas são as vezes que nos esquecemos de agradecermos o alimento que comemos. Isso sem falar das outras vezes que reclamamos do que é colocado a mesa ou que simplesmente dizemos que não queremos comer.

            Na medida em que caminhava, ia pensando que naquele homem mal vestido, sujo, barbudo, existiam princípios que a maioria das pessoas, onde me incluo, foi deixando de lado, por motivos diversos. Fui caminhando e refletindo sobre o recado que ele estava dando para as pessoas que ali passavam. Não sei se alguém estava prestando atenção, provavelmente não, no entanto deveriam, porque num gesto simples e talvez bobo, para muitos, percebia-se que existia algo diferente. O que? Não sei! Talvez uma alma grandiosa, que anda perambulando pelas ruas com a missão de nos ensinar algo, de nos convidar a olhar para dentro de nós e nos convidar a pensar.

          Como já disse anteriormente, não sei se alguém mais se deteve ao gesto desse cidadão, mas penso que ele conseguiu dar o seu recado do jeito dele, pois confesso que fiquei tocada.